Espada Singela

O sistema primário de espada e escudo da Praeliator é baseado nos mestres de esgrima do Norte da Itália  e utiliza a espada singela, uma arma renascentista de uma mão com guarda complexa, chamada em italiano de spada da lato, combinada com um pequeno escudo conhecido como broquel.

As técnicas da espada e escudo misturam cortes e estocadas, bem como o controle com a espada e broquel para criar uma forma ambidestra e intricada. ​O estudante da espada e escudo entenderá como controlar uma luta em que seu oponente mantém a lâmina recolhida e como usar provocações, fintas, movimentos circulares e combinações de ataque e defesa.

Espada Singela Marco Danelli
A Natureza da Espada Singela

A espada singela, é uma arma adequada para ambas situações de combate: contra múltiplos oponentes, ou em duelo um contra um.

 

Os guerreiros que lutam com a espada de uma mão encontram um desafio peculiar. Assim como aqueles que estudam a rapieira, eles normalmente usam uma "secundária" na sua outra mão. Com a rapieira, essa secundária normalmente é uma adaga; com a espada singela, um escudo. Isso requer habilidade em usar um pequeno escudo e se mover com a espada de forma a proteger a mão e o antebraço vulnerável atrás dele.

 

O que a espada singela perde em comprimento, ela ganha em versatilidade. O combate muito próximo restringe o uso da espada longa ou da rapieira, mas não restringe a espada singela. Ela consegue golpear praticamente de todas as direções e de muito mais perto do que suas primas mais longas. Os cortes são diversificados como a espada longa: a partir do ombro, cotovelo e pulso.

 

A espada e escudo são excelentes professores para os seguintes princípios de combate:

  • Fluidez e enganação.

  • Unidade e integração de armas.

  • Misturar cortes, estocadas e combate próximo.

 

Fisicamente a espada e escudo lhe ensinarão:

  • Movimento e postura efetiva e graciosa.

  • Coordenação e ambidestria.

  • Resistência física e finesse.

 

O jogo mental da espada e escudo lhe ensinará:

  • Confiança e tomada de decisão.

  • Estratégia de combate que mistura corte, estocada e agarrões.

  • Múltiplas tarefas.

A História da Espada Singela

A espada de uma mão Ocidental é uma arma muito antiga, traçando sua história lá na Era do Bronze na Mesopotâmia, Palestina e Egito, e através dos Períodos Clássicos da Grécia e Roma. Ainda que usada para cortar, ela era usada geralmente para estocar. Embora a espada de uma mão medieval esteja relacionada com essas espadas antigas, ela evoluiu primeiramente das espadas mais longas dos povos Celtas e Germânicos do Norte da Europa, que eram usadas principalmente para cortar. No início da Idade Média, a espada de uma mão adquiriu uma lâmina mais larga com aproximadamente 75cm de comprimento e, na época, também adquiriu uma guarda reta maior para proteger a mão do guerreiro, dando origem, assim, a uma arma com formato de crucifixo. Ela se tornou a espada de escolha para o arsenal do cavaleiro durante a Alta Idade Média, geralmente acompanhada por um grande escudo na outra mão.

 

Durante o século XIII, a espada longa começou a emergir da espada de uma mão, como uma arma mais longa, de duas mãos, que poderia facilmente superar as novas armaduras. Ainda assim, a espada de uma mão não caiu em desuso, pois os guerreiros reconheciam a utilidade de uma arma menor e mais leve para combates corpo a corpo, acompanhada de um escudo ou uma segunda arma na outra mão. O formato da lâmina da espada de uma mão também evoluiu como o da espada longa, afinando para uma ponta aguda, tornando-se mais eficiente contra as armaduras.

O combate com a espada de uma mão é extensivamente descrito no manual de combate Ocidental mais antigo que se tem registro, datado cerca de 1300 (conhecido como "I.33"). Ela também é encontrada nos trabalhos dos mestres italianos Fiore dei Liberi (1409) e Filippo Vadi (1482-3). Ainda que a espada de uma mão fosse excelente para o campo de batalha, ela também cresceu em popularidade no uso civil, como na Nova Opera dell’ Arte delle Armi, de Achille Marozzo (1536).

Durante o século XVI, andar em armadura fora do campo de batalha era inconveniente, então novas proteções apareceram no cabo da espada: anéis de metal na guarda e no cabo feitos para proteger a mão. Algumas espadas adquiriram constantemente uma lâmina mais fina para facilitar a estocada. Na segunda metade do século XVI, essas espadas evoluiriam para uma arma desenhada puramente para duelos: a rapieira. Entretanto, a espada de uma mão não foi totalmente substituída pela nova arma, permanecendo popular até o início do século XVII.