A História da Armadura Medieval - Parte 2

Cota de malha, armadura de placas, gambeson, corselete, couraça, lorica... Muitos já ouviram falar dessas armaduras em alguma escala, em português ou inglês. Existem associações comuns com esses tipos de armaduras, geralmente em relação a seu peso ou “nível” de proteção.


Vamos esclarecer a cronologia dos diferentes tipos de armaduras, o contexto para suas criações e um pouco sobre custo.



A cota de malha, uma das formas mais populares de armadura é consideravelmente antiga, e isso nos mostra quão eficiente ela era. Os registros da cota de malha datam ao 3º século AC e o design sobrevive até o século XIV DC. A manufatura dessa armadura era feita de vários anéis de ferro interlaçados em forma de uma camiseta, com ou sem um “capuz”.


As diferentes partes da cota de malha tinham nomes. O capuz era chamado de “coifa”, a camiseta possuía duas variantes: o hauberk para a versão longa que cobria até a metade das coxas, e o haubergeon que cobria até a cintura. O termo vem do Francico antigo halsberg, que significa um pequeno pedaço de malha que protege (“bergen”, literalmente “dar proteção, salvar, socorrer”) a garganta e o pescoço (hals).


Esse tipo de armadura não era barato, tanto em custo (anéis de ferro) quanto manufatura, então o soldado comum, inicialmente, raramente seria equipado com ela. Isso não só significa que apenas os mais ricos podiam usar a cota de malha, mas um momento da história onde existiu uma armadura capaz de claramente e consistentemente proteger um indivíduo da morte.


Isso foi um grande contraste contra armaduras de tecido, como o gambeson, feito de linho ou lã. Para o soldado comum, o gambeson com um capacete era a única opção minimamente aceitável, tornando a combinação uma das mais vistas no campo de batalha no baixo medievo até a renascença.

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