A História da Espada de Uma Mão

Atualizado: 11 de out. de 2018


A espada de uma mão Ocidental é uma arma muito antiga, traçando sua história lá na Era do Bronze na Mesopotâmia, Palestina e Egito, e através dos Períodos Clássicos da Grécia e Roma. Ainda que usada para cortar, ela era usada geralmente para estocar. Embora a espada de uma mão medieval esteja relacionada com essas espadas antigas, ela evoluiu primeiramente das espadas mais longas dos povos Celtas e Germânicos do Norte da Europa, que eram usadas principalmente para cortar. No início da Idade Média, a espada de uma mão adquiriu uma lâmina mais larga com aproximadamente 75cm de comprimento e, na época, também adquiriu uma guarda reta maior para proteger a mão do guerreiro, dando origem, assim, a uma arma com formato de crucifixo. Ela se tornou a espada de escolha para o arsenal do cavaleiro durante a Alta Idade Média, geralmente acompanhada por um grande escudo na outra mão.


Durante o século XIII, a espada longa começou a emergir da espada de uma mão, como uma arma mais longa, de duas mãos, que poderia facilmente superar as novas armaduras. Ainda assim, a espada de uma mão não caiu em desuso, pois os guerreiros reconheciam a utilidade de uma arma menor e mais leve para combates corpo a corpo, acompanhada de um escudo ou uma segunda arma na outra mão. O formato da lâmina da espada de uma mão também evoluiu como o da espada longa, afinando para uma ponta aguda, tornando-se mais eficiente contra as armaduras.


O combate com a espada de uma mão é extensivamente descrito no manual de combate Ocidental mais antigo que se tem registro, datado cerca de 1300 (Royal Armouries MS I.33). Ela também é encontrada nos trabalhos dos mestres italianos Fiore dei Liberi (1409) e Filippo Vadi (1482-3). Ainda que a espada de uma mão fosse excelente para o campo de batalha, ela também cresceu em popularidade no uso civil, como na Nova Opera dell’ Arte delle Armi, de Achille Marozzo (1536).


Durante o século XVI, andar em armadura fora do campo de batalha era inconveniente, então novas proteções apareceram no cabo da espada: anéis de metal na guarda e no cabo feitos para proteger a mão. Algumas espadas adquiriram constantemente uma lâmina mais fina para facilitar a estocada. Na segunda metade do século XVI, essas espadas evoluiriam para uma arma desenhada puramente para duelos: a rapieira. Entretanto, a espada de uma mão não foi totalmente substituída pela nova arma, permanecendo popular até o início do século XVII.


TAGs: Espada, HEMA, Espada e Escudo, Espada e Broquel, Espada de uma mão, Espada Singela

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