Menos é Mais

Atualizado: 7 de mar.

Faz tempo que não publico no nosso blog. Com o final do semestre e a aproximação do nosso evento 1º Encontro Gaúcho de Esgrima Histórica, fiquei bem afastado do teclado.


Minha leitura de férias tem sido O Jogo Interior do Tênis, e recomendo fortemente a todos os praticantes e/ou instrutores de qualquer esporte/arte marcial. É um livro bem interessante, que traz como pauta o que acontece na mente do atleta durante uma partida. Obviamente, o livro se trata de jogadores de tênis, mas é facilmente transposto para a prática de esgrima medieval.


Trago essa leitura para o blog, pois vem ao contro de como tenho percebido as aulas ultimamente, confirmando a frase clássica de Henrique Fogaça: "menos é mais". Isso é muito verdade quanto as instruções dadas em aula.


No texto de Gallwey, ele diz:

"[...] o excesso de instruções verbais, sejam elas do próprio jogador ou de outra pessoa, interferem na habilidade de execução de um golpe."

Há um tempo, fiz um post sobre como muitos feedback por parte dos colegas podem ser motivo de distração durante a prática de HEMA. Link aqui.


O que trago aqui é complementar: as instruções dadas pelo instrutor também pode ser em demasia e atrapalhar o processo de aprendizado do aluno. Precisamos fornecer informações bastantes para dar o "pontapé inicial" da técnica. A partir daí, o aluno deve ser o próprio professor e aprender com sua experiência.


O que tenho buscado fazer nos últimos treinos é pedir para os alunos falarem menos e sentirem mais. As vezes o golpe está correto, mas o pensamento do "deve" ou "não deve" fica reverberando na mente do aluno, imaginando que está fazendo algo "errado", e na tentativa de aproximar seus fundamentos ao que julga ser "certo", torna o golpe inconsistente e completamente ante-natural.


Em suma, ajude o aluno a fundamentar o alicerce da técnica; depois, deixe-o aprende-la com sua própria experiência e vivência.


Bom treino a todos!

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